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Instituto Bíblico Metropolitano

"Procura apresentar-te a Deus aprovado" – 2 Timóteo 2:15

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“Os sábios educam pelo exemplo; e nada há que atinja o espírito humano mais suave e profundamente do que o exemplo”. (Malba Tahan)

O maior desafio que enfrentamos como pais cristãos é o de ensinar o verdadeiro cristianismo por maio do exemplo.

Henry Ford declarou com muita propriedade que “se a geração mais nova não sabe para onde vai; deve estar seguindo as pegadas dos pais”.

Todos os pais são professores, com a responsabilidade de formar cristãos que assegurem às gerações vindouras uma sociedade cujas pessoas temam ao Senhor e, por isso mesmo, sejam mais justas, mais pacificas, mais autenticas.

Ocorre que, no exercício desta difícil missão, os pais confundem a didática verbal com a didática discipular. Na primeira – a verbal – o que existe é o repasse de conceitos e informações, na maioria das vezes muito bem elaborados e com frases bem construídas. Na segunda – a discipular – o filho tem diante de si um repassador de atitudes que por serem desprovidas de camuflagem, penetram o mais profundo da alma e se abrigam no recôndito da mente. Os discípulos do lar podem a te esquecer das palavras que seus pais lhes dirigem, mas não poderão olvidar as atitudes e tudo quanto os virem fazer.

Abraham Lincoln disse: “só existe uma maneira segura de fazer com que a criança ande pelo caminho reto; consiste em você trilhar este mesmo caminho”. É o bem conhecido adágio: “casa de pai, escola de filho”.

Não há ambiente mais propicio para construir a trajetória do caminho reto do que o recinto do lar; e não existe mapa mais completo para delineá-lo do que a Palavra Sagrada. Stanley Jones proferiu com sabedoria que “o lar é a esperança da raça. A menos que a religião esteja nos lares como parte integrante deles, a religião nos templos não os salvará”.

Há que se reconhecer que a tarefa missionária tem inicio no lar. Depois de alcançar os filhos com o evangelho, encaminhá-los ao crescimento sólido na vida cristã é a nossa maior responsabilidade. Eis a maior carência desta sociedade: lares que se constituam em verdadeiras agências do reino de Deus e santuários que venerem o Deus altíssimo.

Pr. Mirivaldo Pinheiro Ribeiro

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Arioaldo Ramos

Formatura IBM - Dezembro de 2008

Se as mazelas do mundo fossem a vontade divina, Deus teria muito do que se explicar.
“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (Rm 8.28)

“Se Deus existe, ele terá muito do que se explicar”.Esta foi à resposta que o ator Robert DeNiro deu à pergunta “Se o céu existe e você chegasse lá, o que você gostaria de ouvir de Deus?”, feita pelo apresentador que o estava entrevistando num programa da TV americana. DeNiro parece não conseguir lidar bem com a questão do sofrimento e para ele (sua afirmação o sugere), Deus é o culpado.

Antes de repreender o ator por seu ateísmo e descrença no amor de Deus, veja o que escreveu o consagrado pastor batista americano Rick Warren em seu livro Uma vida com propósitos, editado no Brasil pela Editora Vida:

Deus determinou cada pequeno detalhe de nosso corpo. Ele deliberadamente escolheu sua raça, a cor de sua pele, seu cabelo e todas as outras características. Ele fez seu corpo sob medida, exatamente do jeito que queria.

Se isso é verdade, então Deus é o culpado por todo o mal congênito de que sofra qualquer ser humano. E não só pelos hereditários, mas pelos provocados por fatores impostos pelas circunstâncias, uma vez que o autor afirma: “O propósito de Deus levou em conta o erro humano e até mesmo o pecado” (página 23).

Na cidade de Santo Amaro da Purificação, no Estado da Bahia, uma empresa foi acionada por ter contaminado a água da região com mercúrio, causando mortes e o nascimento de crianças com sérios problemas e anomalias, condenando-as a sofrimento atroz para o resto de suas vidas. E o que dizer às crianças que nascem soropositivos? Se o pastor americano está certo, isso foi vontade de Deus. Ele é o culpado.

Uma vez que Deus o fez por um motivo, ele também decidiu o momento de seu nascimento e seu tempo de vida (…) escolhendo o momento exato de seu nascimento e de sua morte.

Se isso é assim, não fazem sentido versículos como: “Mas tu, ó Deus, farás descer à cova da destruição aqueles assassinos e traidores, os quais não viverão a metade dos seus dias” (Sl 55.23); ou: “O temor do Senhor prolonga a vida, mas a vida do ímpio será abreviada” (Pv 10.27); ou ainda: “Não seja demasiadamente ímpio e não seja tolo; por que morrer antes do tempo?” (Ec 7.17); ou mais: “Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado” (Mt 24.20). Ou situações como a descrita em Atos 27, em que Paulo profetiza um desastre para a viagem, com prejuízo para a vida dos embarcados (versículo 10), não sendo, porém, ouvido; contudo, após 14 dias de oração, recebe de Deus a confirmação de que não somente seria salvo, como, por graça, recebera a vida de todos os que com ele navegavam (versículo 24).

Ele planejou os dias de sua vida antecipadamente.

A quem este tipo de informação inclui? Porventura, inclui as crianças que estão sob toda sorte de abuso? Ou as mulheres que sofrem toda espécie de aviltamento? Ou os seres humanos que estão sob todo tipo de tortura? Ou os que estão entre os despossuídos, carecendo de um mínimo de dignidade? Então, Deus é o culpado?

Deus também programou onde você nasceria e onde viveria para o propósito dele.

É isso que devemos dizer aos que vivem em submoradias, aos que não conseguem ir ao trabalho, qualquer que seja ele, por que moram em regiões onde, por causa da guerra, onde eram apenas vítimas, há minas explosivas espalhadas por toda parte? Também, há os que são obrigados a ver seus filhos expostos a esgoto aberto. Tudo isso, então, é para o propósito de Deus?

Há coisas que são fáceis de dizer quando o público é composto das classes média e rica. Estes, porém, constituem a minoria no mundo. Minoria dominante; porém, o menor grupo da humanidade. A maioria da humanidade padece de pobreza, enfermidade e ignorância. Se tudo isso é à vontade de Deus, o ator de Hollywood está certo. Se Rick Warren, nessa questão, está certo, Robert DeNiro está também.

Nosso irmão, ainda que bem intencionado e de ter em seu texto ótimos conselhos, parece não ter levado em conta a questão de que a queda humana alterou a lógica da Criação, com conseqüências cósmicas e micro-cósmicas, daí todas as mazelas em todas as dimensões. É verdade que a relação entre a soberania divina e a responsabilidade humana é uma grande incógnita para todos; porém, não é com simplismos, tais como “Deus não sabe o futuro” ou “Deus tudo determinou”, que vamos chegar à solução dessa equação. Precisamos da coragem para afirmar que Deus é soberano e o ser humano é responsável, ainda que não o compreendamos por completo.

Quanto ao cumprimento dos propósitos divinos, temos a afirmação de que, em relação a seus filhos, “sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (Rm 8.28). Quanto às demais questões, “Deus estabeleceu tempos e datas pela sua própria autoridade.” (At 1.7).

Ariovaldo Ramos foi o orador da primeira formatura do Instituto Bíblico Metropolitano em dezembro de 2008. Ele é filósofo e teólogo, além de diretor acadêmico da Faculdade Latino-americana de Teologia Integral, missionário da Sepal e presidente da Visão Mundial. É membro da equipe editorial da Edições Vida Nova.

Ariovaldo Ramos

Servir pessoas não é tarefa simples. Na realidade, quase sempre é penosa pois a necessidade dos outros aparece em momentos em que não estamos dispondo de tempo ou de recursos para ajudar. Assim sendo, torna-se muito mais fácil dizer: AGORA EU NÃO POSSO, do que esforçar-se e fazer diferença.

Oswald Chambers escreveu um artigo que nos estimula a nos lançarmos às tarefas difíceis com determinação e coragem, e não segundo nossas emoções. Veja o que ele diz:

“Dispõe-te, resplandece!” – Isaías 60.1

Temos que dar o primeiro passo como se Deus não existisse. Não adianta esperar que Deus nos ajude – Ele não ajudará; mas assim que nos levantamos, descobrimos que ele está ali. Sempre que Deus nos inspira, a iniciativa torna-se um imperativo. Temos que fazer a tarefa e não ficar inertes. Se nos dispusermos e resplandecermos, as tarefas enfadonhas se tornarão divinamente transfiguradas.

As tarefas enfadonhas constituem um dos melhores meios de se testar o caráter de alguém. Essas tarefas geralmente são serviços que não tem nada a ver com nosso ideal; são tarefas humildes, bastante desagradáveis; e quando elas se nos apresentam, sabemos imediatamente se somos ou não espiritualmente autênticos. Leia João 13. ali vemos o Deus encarnado executando o mais desprezível tipo de tarefa servil, lavando os pés dos pecadores; e Ele diz: “Ora, se eu sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.”

Necessitamos da inspiração de Deus bem como de sua luz para darmos conta de tarefas enfadonhas. A maneira como algumas pessoas fazem determinado serviço, santifica-o para sempre. Pode ser a tarefa mais vulgar, mas depois que as vimos fazê-la, ela se torna diferente. Quando o Senhor faz uma obra através de nós, Ele sempre a transfigura. O Senhor assumiu a carne humana e a transfigurou, e ela se tornou para todo cristão, o templo do Espírito Santo.

Lavar os pés uns dos outros um dia, talvez até seja possível. Todavia, fazê-lo diariamente, pode ser uma tarefa demasiadamente enfadonha. Podemos fazer isso de duas formas:

Podemos fazer isso com iniciativa, de uma forma constante e sacrifical, como Deus quer e como O glorifica.

Ou então, podemos continuar fingindo que compreendemos este aspecto do evangelho, que conhecemos e ensinamos muito bem essa verdade bíblica e nos orgulhando de um ou outro ato “filantrópico” realizado durante um ano, sem, contudo penetrar na mente de Cristo e mostrar que de fato compreendemos o que Ele quer os ensinar.

Então, não deixe para amanhã. Comece hoje. Creia, será um testemunho poderoso e revolucionará o coração de pessoas que você nem tem idéia.

 

Pr. Abraão da Silva

Em 23/05/2010



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